Porque é tão importante as crianças brincarem?

Existem vários motivos e irei explicar alguns deles.

O brincar tem uma motivação intrínseca para as crianças, pois promove diversão e satisfação. Enquanto se divertem, elas exploram o ambiente ao seu redor e experimentam novas ideias e papéis. Tudo isso as ajuda a entender o mundo, e construir sua identidade dentro dele.

Nas brincadeiras em grupo, a criança negocia, toma decisões, resolve conflitos e também vai regulando suas emoções. Afinal, essas atividades, por vezes, são imprevisíveis. As crianças vão lidando com essa imprevisibilidade, desenvolvendo habilidades na experiência prática promovida pelo brincar.

A brincadeira expressa a forma de como a criança reflete, ordena, desordena, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira. É também onde a criança pode expressar, de modo simbólico, suas fantasias, seus desejos, medos, sentimentos agressivos e os conhecimentos que vai construindo a partir das experiências que vive.

Através de uma brincadeira de criança, pode-se compreender como ela vê e constrói o mundo. O que ela gostaria que fosse, quais as suas preocupações, e que problemas estão se assediando. Pela brincadeira, ela expressa o que teria dificuldades de traduzir em palavras. Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo, embora ela e os adultos que a observam, possam pensar assim. Mesmo quando participa de uma brincadeira, em parte para preencher momentos vagos, sua escolha é motivada por processos internos, desejos, problemas e ansiedades. O que se passa na mente da criança determina suas atividades lúdicas: brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar ainda que não a entendamos.

Talvez a lição de maior valor que as crianças possam aprender brincando seja que, quando perdem, o mundo não acaba. Se a criança perde o jogo, pode ganhar no próximo, ou no dia seguinte. Perdendo em jogos que podem ser disputados de novo e vencidos, as crianças entendem que, apesar de reveses temporários na vida, ainda podem ter sucesso, inclusive na mesmíssima situação em que experimentaram a derrota. Muitas que não em grandes oportunidades de brincar e com as quais raramente se brinca, sofrem grande interrupção ou retrocesso intelectual, porque na brincadeira e por meio dela, a criança exercita seus processos mentais. Sem esse exercício, seu pensamento pode permanecer superficial ou pouco desenvolvido. O desenvolvimento da linguagem também é favorecido se o adulto participar com o filho em conversas prolongadas, num nível apropriado.

Brincar é muito importante porque, enquanto estimula o desenvolvimento intelectual da criança, também ensina, sem que ela perceba, os hábitos mais necessários ao seu crescimento, como a persistência, tão relevante em todo aprendizado.

Dizer simplesmente a uma criança que o importante é competir, não dará a essa mensagem um impacto real. Ninguém adquire atitudes apenas porque lhe dizem que elas são desejáveis. A criança só pode transformar essas atitudes em parte de sua vida participando de situações que as exijam e que também demonstrem suas vantagens.

Os jogos constituem um valor indispensável para o desenvolvimento intelectual, motor e afetivo da criança. Permitem explorar e entender o mundo que a rodeia através de todos os seus sentimentos e proporcionar-lhe meios onde possa expressar suas ações, sentimentos e ideias.

Através do jogo a criança aprende a agir, sua curiosidade é estimulada, adquire iniciativa e autoconfiança, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração.

A ludicidade é uma ferramenta pedagógica que exerce uma função fundamental para o desenvolvimento da criatividade, iniciativa e autonomia, como também para a apropriação dos diversos saberes produzidos historicamente pela humanidade.

A ludicidade e a aprendizagem não podem ser consideradas ações distintas como ações com objetivos distintos. O jogo e a brincadeira são, por si só uma situação de aprendizagem. As regras e a imaginação favorecem à criança comportamento além dos habituais.

O desenvolvimento infantil é dinâmico: ele depende das interações que o indivíduo tem com o meio físico (objetos, brinquedos, espaços, texturas, ambiente em si) e com a sociedade (familiares, professores e amigos).

Assim, por meio das experiências, ele vai aprendendo, e adquirindo competências que são importantes para as etapas seguintes de sua vida.

São quatro as habilidades que podem ser desenvolvidas pelo brincar:

Linguagem
Resolução de conflitos
Empatia
Regulação emocional
Portanto, a interação e a brincadeira são os eixos estruturantes das práticas pedagógicasna educação infantil. Assim, as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus colegas e adultos, possibilitando aprendizagens, desenvolvimento e socialização.

Acredito e concordo com essa fala: “Aprender é quase tão lindo quanto brincar – Alícia Fernandez”.

Emanuela Sá – Psicopedagoga

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